Ô SIMPATICO PÁRA DI FORMÁ CAÔ

Si liga na responsa

O côro come e ninguém vê

Na viela, no barraco, na laje, na birosca, no beco, na rua sem saída, no campinho, na quadra, na casa de passarinho, na vala esfumaçada, no mangue seco, na casa de palafita, no edifício condenado, no tijolo, na escadaria, no desfiladeiro, do outro lado da passarela, habita uma batida, um cascudo, um bico, um gogó, um esculacho, uma banda, uma bulacha, um bagulho loco, uma situação sinistra, uma mina, várias minas, vários armamento, um movimento, uma contenção, uma presença, um grito, um espetáculo, um ritual. Não correu na ciclovia, não foi beber um côco, não frequentou o Ibeu, não nadou no Fluminense, não leu O Globo, não fez escôva, não ouviu Caetano, não comeu Sucrilhos, não foi pra Disney, não botou Botox, não azarou no Baixo, não foi pra serra no fim de semana.

No fim de semana, a boa é o alto da colina.

Prepára os panos, seleciona o chapéu, pega um bronze e pássa o batido na areia, blondor, lança um pisante, um perfume, um tamanco, uma mini-saia, um gloss, um anel, uma formação, uns parcero, umas colega, uma equipe de som, uma festa, uma aglomeração, um pancadão. No rádio da van, na curva do calombo, na academia, na night, na sarjeta, na ciclovia, na carceragem, na lanchonete, no shoppingcenter, no saara, no condominio, no apê da high-society, no banco de praça, na boca do povo, na pulsação da rua, no coração da cidade, no sangue do meu sangue, um mantra, uma cura, um desabafo, um compasso, uma voz, uma fúria, uma febre, uma força, uma facada, uma escarrada, um tiro, uma sentença de vida diante da morte.

Sem Ibope, sem banner, sem teste psicotécnico, sem carteirinha, sem vergonha, sem medo, sem limite. O Funk Carioca não pediu licença, não pagou jabá, não tem hostess nem catering. É tudo com ele mesmo. Abala geral. Espanca. Apavora. Zoa. O Funk Carioca desafia a monotonia, a letargia, a hipocrisia.

O Funk é o pirata. O Funk Carioca já é.  Demorô.


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JONATHAN SHAW

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O cigano que deixou santa tereza mais ?diabólica?

Estou em Nova Iorque?

3:30 da manhã, esquina da 57 com a Lexington, Upper Eastside, prédios altos, dinheiro, cidade.

Ela pergunta: ??American Spirits?? (marca de cigarro Americana)

?Isto mesmo?

?Por que você comprou esta porcaria??

??Porque aqui é a América baby, e este é o espírito americano?

Dou um trago profundo.

Acho hilário e rio como um louco. Deve ser devido à champagne. Estou em uma missão: escrever um artigo sobre um amigo obscuro. Olho ao meu redor em busca de inspiração, mas não vejo a ?presenca? de Johnny em parte alguma. Mas é claro que não, estou no Upper Eastside um local de Playboys. Ilha certa, redondeza errada. Johnny não estaria aqui. Seu terreno é na baixa Manhattan, nunca o acharia por aqui.

Um breve historico: Conheci o sr. Jonathan Shaw em um restaurante alemão em Santa Teresa. ?Sr, Shaw? foi o primeiro nome que dei a ele, apesar de que outros nomes viriam mais tarde como ?Sr Vai se foder? ou ?Ciganoid? (uma mistura de cigano e Snoid, aquele personagem de Robert Crumb que, por sinal, era um de seus velhos camaradas). A sua aparência clama por um ?Sr? em seu nome.

Tinha o corpo coberto de tatuagens, dentes de ouro, cicatrizes, um andar manco e um sorriso que poderia fazer Dom Corleone se borrar. Eu estava impressionado. Enquanto o seu outro amigo Johnny, do tipo ?Depp?, fala a seu respeito: ?Uma vez dentro, ele está dentro?. Na noite em que o conheci eu pensei comigo mesmo:?finalmente algo autentico com o qual eu possa me identificar. No dia seguinte ele estava em minha casa durante um churrasco.

Com ele em casa, não podia conter a minha curiosidade e queria muito saber a respeito de sua louca história de vida. Quando digo ?louca? estou sendo bonzinho com o leitor. Na realidade ela é insana.

Nascido da união conturbada entre dois alcoolatras, o célèbre musico de jazz Artie Shaw e uma estrela de Hollywood, logo cedo Jonathan passou de uma infancia glamorosa e incomum, rodeado por pessoas com Ava Gardner e Marilyn Monroe, para uma nas ruas de Nova Ioque. Pelo que sei, aos quinze anos ele já era um junkie no Central Park e alguns anos mais tarde se tornou ?roadie? no festival de Woodstock, ajudando bandas lendárias no backstage.

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Isto seria um bom começo de vida para um artista que possivelmente se tornaria uma lenda do underground/punk e foi exatamente isto que aconteceu.

Johnathan tinha que se expressar de alguma maneira - arte corria em suas veias. E que maneira melhor para um auto denominado pirata cigano nos anos 70 se expressar do que a tatuagem. Ele se tornou um aprendiz do lendário Bob Shaw, o ?pai? das tatuagens ocidentais , e daí em diante se tornou um dos grandes. Ele se tornou famoso. Inventou o as tatuagens tribais. Era um inovador. Depois de sua aparição no David Letterman Show como editor chefe da mais importante revista de tatuagens nos estados unido e com amigos na época como, Jim Jaramusch, Iggy Pop e Johnny Depp, era obvio de que ele havia chegado ao topo. Ele era um ícone vivo da contra-cultura americana

Seu atelier de tatuagem em Nova Iorque ? Fun City Tatoo ? foi ponto de referencia para uma cultura que surgia. Ramones, Guns N`Roses, Motley Crue, New York Dolls, Hells Anges, playboys, artistas, estrelas de cinemas, punks?todos faziam as suas tatuagens em seu atelier. Jonathan era ?o cara?, e vivia um estilo de vida bem condizente com esta cultura, da unica maneira aque sabia: abusando. Drogas, violencia, sexo, bebida, e risadas. Muito de tudo isto. Chegou a um ponto em que teve de parar totalmente ou ele morreria.

Depois de viajar praticamente o mundo todo, em sua maioria a bordo de motocicletas no estilo Road Warrior, Cigano (assim chamando pelos seus amigos mais próximos) se assentou em Santa Teresa, Rio de Janeiro, Brasil. Agora tinha também dinheiro, muita experiencia e, mais importante de tudo, sobriedade. Após anos fazendo parte de grupos de recuperação, ele se tornou algo que até então era estranho para si próprio: um exemplo de recuperação da dependencia de drogas e alcool

Mas sua natureza compulsiva se manteve intocada. Villa Mimosa, o reduto de prostitutas mais decadente das favelas do Rio se tornou a sua segunda casa. Lá ele tinha uma vida agitada e era rodeado pela droga da qual mais gostava: mulheres. Foi justamente nesta época que ele conheceu a protagonista de seu livro, Narcisa: Our Lady of Ashes. Mas não foi em Villa Mimosa que a conheceu e sim em Copacabana, em uma de suas caminhadas tarde à noite nas praias do Rio. A sua inspiração para Narcisa era uma brava mas carismática prostituta viciada em crack à beira de um colapso total. Tina 16 anos. Um espelho feminino de seu passado decadente. Ele se apaixonou…o resto já era. Mais uma vez, Jonathan tinha que se expressar. Ele se tornou um importante escritor.

O livro ? Narcissa: Our Lady of Ashes, e o resultado do sonho de vida literário de Jonathan e a realidade do relacionamento obsessivo compulsivo do casal. No livro, Shaw mescla a realidade da história de suas vivencias surreais, assim como faziam escritores como o seu velho amigo, Hunter Thompson. É uma obra de narrativa subversiva. Bukowski, também amigo e mentor de Jonathan, se sentiria orgulhoso, ou invejoso. É uma história cativante. Após lê-la não conseguia falar sem usar os termos??foda, buceta, puta, bosta, puta, vadia?? por semanas. A impressão é de que a sua alma é manchada por um pixe negro.

Mas a história verdadeira por tras desta história ficticia é uma que me torna uma pessoa orgulhosa por ser amigo de Johnathan Shaw. É uma história de compaixão, generosidade e amor verdadeiro. Muitos anos depois, provavelmente em função do exemplo dado por Johnathan em sua vitória sobre as drogas e o alcoolismo, Narcisa se recuperou totalmente também e hoje é uma jovem mulher muito amável e interessante.

Mas cuidado! A alma de Johnathan ainda é a de um velejador cigano pirata, velejando em uma escuna anti estabelecimento. Então a não ser que você tenha moedas de ouro em seus bolsos ou saiba usar uma mini-saia, nem perca seu tempo em passar para fazer uma visita.


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BCCF Beach Color Cyber Fashion

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Na integra em DengueMag #3


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BATENDO NO CHÃO DURO

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?Como num solo de jazz, os passistas improvisam seus ?fraseados?, os passos, que recebem nomes tão sugestivos como curiosos: urubu, raspadinha etc?

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Nenhum ritmo mexe tanto com o imaginário do brasileiro como o samba. Goste-se dele ou não, há que se reconhecer a incrível capacidade que este gênero musical tem de fazer cantarolar e bater o pezinho brasileiros de perfis tão diversos quanto um punk paulistano, um gaúcho dos pampas e um ribeirinho no Acre. Representante máximo da cultura brasileira no exterior, o samba se tornou, no espaço de quase um século, um dos maiores símbolos nacionais. Apesar da popularidade do samba, poucos de nossos conterrâneos dominam de fato a arte de sambar, com o requebro, a ginga e a malemolência que ela envolve. Ao contrário de outros ritmos - em que qualquer pessoa com um mínimo de suingue e coordenação motora pode arriscar uns passinhos -, o samba,  para ser bem dançado, exige um certa intimidade, que só o tempo traz.

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Na integra em DengueMag #3


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V.P.S.C.

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Alguns vão a praia, uns trabalham e  outros fazem os dois. Mas todos passam por aqui!


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Manuela Cruz (Manu)

31 anos, Carioca. Esperando o quarto filho, adora ser mãe.


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Ariana Rocha

24 anos, De Mato grosso, A 7 meses na Irlanda.

Essa styllith mata a saudade do Rio na orla do Arpoador.


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Rafael Villares

34 anos, carioca, Dj’/ produtor

Carregando a vibe pra + tarde destribuir na pista da Nuth- Lagoa!

Na integra em DengueMag #3



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CARMEN MIRANDA, Uva de Caminhão

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Mas o ano era 1939, o gênero era o samba e a voz que interpretava os sugestivos versos do compositor Assis Valente era a de Carmen Miranda. ?Uva de Caminhão? foi composta pelo baiano em alusão às vendas da fruta no Largo da Carioca. Carmen foi grande intérprete de seus sambas, além de ser apontada como uma das possíveis causas da primeira tentativa de suicídio do compositor, que viria a ter sucesso na terceira. A letra é tão cheia de malícias que atiçaria a imaginação da mente mais puritana. As conotações sexuais e a alusão ao aborto ganham leveza na voz brejeira de Carmen, mas nem por isso as bochechas pudicas bem comportadas deixam de corar. A parte final da canção tem ares dadaístas, mas é facilmente decifrada quando se sabe que a letra é uma colagem de títulos de sambas do carnaval daquele ano, a maioria marchinhas, safadas por si só. Pelas mãos e lentes de Christian Gaul e Samir Abujamra, o samba virou uma divertida e picante fotonovela que faz parte do musical ?Miranda Por Miranda?, produção que estréia em 25 de setembro no SESC Ginástico. Estrelada e dirigida pela atriz Stella Miranda, a peça celebra o centenário da Pequena Notável. Com direção musical de Tim Rescala, fica três meses em cartaz e promete ser mais uma grande homenagem à rainha dos balangandãs.

Na integra em DengueMag #3


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NOVA ORLEANS, A BAHIA DOS STATES

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Riqueza musical, comida apimentada, berço do vudu, da macumba e da antiga magia negra, atual magia afro-americana.  Não é à toa que Nova Orleans é conhecida como a Bahia dos States. Em vez de moqueca, eles servem gumbo. No lugar de berimbau, saxofone. Tirando o sotaque, o resto não tem diferença.

Se o seu destino é Nova Orleans, é porque você está a fim de encher a cara, ouvir boa música ou pegar umas vagabundas. E tudo isso você vai encontrar num único endereço: Bourbon Street no Quarteirão Francês. É só uma rua, você não precisa sair dali pra nada. E não tem essa caretice de esperar escurecer pra cair na noite. Você pode começar a curtir a ‘naite’ às nove da manhã, quando alguns bares já estão abertos, oferecendo um showzinho e uma cirrose.

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É a terra do jazz, de Louis Armstrong e do Mardi Gras, o carnaval deles. Empresas do mundo inteiro adotaram Nova Orleans como a cidade das convenções. Ali passaram a fazer aquelas insuportáveis reuniões, que em nenhum outro lugar teria quórum. Quando a convenção é em Nova Orleans, os funcionários disputam aos murros as vagas, alguns chegam a subornar o chefe para ser incluído no grande lance. O álibi perfeito. Por algumas horas, ele cochila e baba na gravata num salão lotado de ?convencioneiros? durante uma bocejante palestra à base de Power Point. Minutos depois, o cabra estará na Bourbon Street, perambulando pelos trocentos shows de todo tipo de música e todo tipo de striptease.

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NOCAUTE, Boom Boom Boom

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Nocaute nas rivalidades e um troféu para a cidadania. O Boxe se transforma em sinônimo de respeito ao próximo, exercício de socialização e escola de responsabilidade. Intercambio asfalto-favela, participa favelado, participa a playboizada. Socialização que zera a rivalidade e valoriza as diferenças como algo complementar e não separatista. Entre cruzados e diretos, no esporte ficam todos lado a lado , estimulando a união.

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Confira na integra DengueMag #3


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BOCA DO INFERNO

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?’Temos que ir embora amanhã e, se os escravos não aparecerem hoje, os dólares que gastamos com essa matéria…? cochichou Sandy no meu ouvido com os olhos minguados de sono. Sandy Tolan é um jornalista americano de 52 anos que acompanho numa reportagem sobre trabalho escravo na Amazônia, que fará parte de uma série de documentários radiofônicos sobre trabalhadores do mercado global.

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Minha tarefa é traduzir as entrevistas, fotografar, filmar, e conseguir acesso para acompanhar um Grupo Móvel do governo brasileiro numa operação de resgate de homens, mulheres e crianças submetidos à exploração. O grupo é uma espécie de Tropa de Elite que mira não em traficantes, mas em fazendeiros inescrupulosos. E funciona graças à bravura de fiscais do Ministério do Trabalho e policiais do país inteiro que se oferecem como voluntários para percorrer cantos esquecidos do Brasil, correndo risco de vida e sem nenhum pagamento extra senão a satisfação de libertar trabalhadores e a adrenalina de enfrentar os fazendeiros com seus chicotes.

Jornalistas competem para acompanhar essas operações de resgate, nas quais quatro fiscais já foram assassinados e, desde 1995, libertaram 30 mil escravos. Sandy e eu conseguimos autorização para acompanhar um Grupo Móvel na Boca do Inferno, região de plantio de cana-de-açúcar próxima a Cuiabá (MT). Pegamos um vôo de São Paulo para lá e, 1326 km depois, encontramo-nos com 20 fiscais do trabalho, 10 policiais e um procurador do Ministério Público.

Confira na integra DengueMag #3


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PARAPHERNALIA

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A partir de agora vocês entrarão em um mundo de viagens sonoras. Uma viagem a décadas passadas, onde o experimentalismo e a improvisação estavam em primeiro lugar. Jazz, funk, soul, rock, ritmos latinos e africanos. Equipamentos analógicos, antigos pianos elétricos, guitarras psicodélicas, referências a trilhas sonoras cinematográficas e blaxploitation. Mas afinal, que diabos é isso? É o Paraphernalia. Um nome perfeito pra definir a banda.

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Em 2001, os músicos Bernardo Bosisio (guitarra) e Alberto Continentino (baixo), figuras conhecidas no meio musical carioca, resolveram formar um grupo que reunisse suas referências e experiências musicais individuais em torno de um novo pensamento. Os encontros tornaram-se laboratórios de música. O grupo, que teve a participação de muitos instrumentistas em suas formações iniciais, acabou por incorporar integrantes fixos: Donatinho (teclados), Renato ?Massa? Calmon (bateria), Joca Perpignan (percussão), Felipe Pinaud (Flauta), Marlon Sette (trombone) e Leandro Joaquim (trompete), todos parte de uma nova geração de músicos que já trabalharam e ainda trabalham com artistas como Caetano Veloso, Ed Motta, Fernanda Abreu, Orquestra Imperial, João Donato, Marcos Valle, Marcelo D2, entre outros. Jovens instrumentistas com grande afinidade musical e um objetivo em comum: o groove. Com composições próprias, além de releituras de temas conhecidos, o show do grupo é algo pouco visto hoje. Uma verdadeira explosão de ritmos para dançar e escutar. A música é instrumental e passeia por muitas referências antigas e atuais.

A partir daí a banda fez shows e temporadas em casas como o Teatro Odisséia, Estrela da Lapa, Teatro Rival, Cinematheque; apresentou-se no Festival de Cinema do Rio em 2008, e foi uma das atrações do Festival Humaitá Pra Peixe desse ano. Agora, você pode conferir esse espetáculo às quartas-feiras no Pista3, em Botafogo, onde estão desde agosto, e confirmar o apelido da ?melhor banda que você já viu de perto? ? segundo ouvidos e corações de muitos amantes da boa música. Faça o download e vá ao show. Diversão garantida!

por Daniel Tamenpi

fotos João Gabriel Salomão


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